01 · antes
Papel
Talhão, adubo, nota, saca, parcela. Cada um numa folha.
dewoibau · My Seeds · café · o sogro
Programador mora na roça. O sogro controlava o café no papel: talhão, adubação, nota, colheita, venda e parcela do banco, cada um numa folha. Ele pediu um sistema. O genro entregou o My Seeds e o sítio usa há cerca de cinco meses.
Abrir o vídeo01 · antes
Talhão, adubo, nota, saca, parcela. Cada um numa folha.
02 · raiz
Polígono no satélite, variedade, ano, plantas, saca por hectare.
03 · campo
Adubar, calcar, podar, pulverizar, irrigar, florada, colher.
04 · caixa
Terminou a tarefa, informou o custo real: o gasto nasce sozinho.
05 · peneira
Saca de café maduro vira litro e saca beneficiada. 80 L, 4 por saco.
06 · venda
Venda pede saca, talhão e ano. Mostra o preço médio na hora.
07 · banco
Quanto sobra do crédito, quanto ainda deve, quantas sacas pagam o ano.
/// 00 · o que ele fez
Começou no fim de maio. Interface Angular, servidor C#, SQL Server, push no GitHub sobe sozinho numa VPS da Hostinger. Login com senha, “lembrar” por 7 dias. Backup do banco a cada dois dias, no Drive e no computador. A descrição do vídeo confirma: o fazendeiro é o sogro.
A primeira tela é o resumo da fazenda. Notificação só aparece se a conta, a parcela ou a tarefa está atrasada ou vence em três dias. Bloco de afazeres com botão para concluir ali. Tempo da cidade (GPS, PC ou qualquer lugar), previsão de sete dias e dica de café: se dá para pulverizar, se a chuva lava o adubo, se tem geada. Se a pulverização cai em dia de chuva, o sistema avisa e sugere outro dia.
Os números: gasto, receita, saldo, sacas colhidas, custo, receita e margem por saca. Gasto por categoria, por talhão, mês a mês. No topo, um botão “perguntar sobre a fazenda”. Digita quanto tem de estoque, quanto deve, em que gastou mais. A resposta vem com o número e um botão para a tela de onde o número saiu. Não usa modelo de linguagem. Reconhece palavras da pergunta e roda o mesmo cálculo da tela. Por isso a resposta nunca diverge.
Tudo na fazenda começa no talhão. dewoibau · 2:21
/// 01 · tela a tela
O backend já aceita gravar o contorno do talhão caminhando com o celular. O front ainda não. Ele mostrou o que o sogro usa todo dia.
01 · mapa
Satélite com polígonos coloridos. Toca os cantos, área e perímetro aparecem. Troca rua, tela cheia, desfaz ponto, gira o mapa para alinhar com a linha de plantio. Vizinho fica visível para ninguém desenhar em cima. Se a imagem não ajuda, digita o hectare. Fita: espaçamento entre linhas e plantas, o sistema conta os pés. Contou diferente, sobrescreve. Variedade, ano, status (formação, produção, reforma, pousio), saca por hectare esperada. Agrupa por sítio, compara dois, relatório só dos selecionados.
02 · ano
No café o ano vai de julho a junho. Cadastra safras, marca uma com o ícone de corrente, e essa safra já vem preenchida em todo lançamento.
03 · caixa
Tipo (adubo, diesel, mão de obra, venda de café). Se o tipo não existe, cria no próprio campo. Talhão e safra já vêm. Filtro por período, tipo, talhão, safra. Dá para pegar vários lançamentos velhos e jogar num talhão e numa safra. Venda de café pede sacas, talhão e ano da colheita, e mostra o preço médio na hora. É isso que amarra venda e colheita.
04 · prazo
Total em aberto, atrasado, 30 dias, o ano. Dá para pagar um pedaço e deixar o resto. O pagamento vira despesa sozinho. Errou, estorna. Conta de investimento entra no custo do projeto.
05 · agenda
Plantio, adubação, calagem, poda, pulverização, irrigação, florada, colheita. Data, talhão, custo previsto. Passou a data, fica atrasada. Terminou e informou o custo real: a despesa nasce. Como a atividade já está no talhão e na safra, ninguém lança duas vezes.
06 · peneira
No campo entra só a saca de café maduro. O sistema converte em litro e saca beneficiada: 80 litros por saca, quatro sacas por saco, os dois números editáveis. Marca se beneficiou e como colheu (mão, máquina, misto). Data futura entra como planejada e só conta quando confirma. Chegou o ticket do armazém, lança a saca real: aparece o rendimento. Se precisou de mais maduro para encher o saco, avisa que o grão veio leve. Dá para lançar a colheita inteira e ratear nos talhões com a sugestão, que se ajusta. No topo: colhido, vendido, estoque, produtividade. Informou o preço da saca, mostra quanto vale o café parado. Embaixo, previsão de conilon em litro por pé: litro do talhão, saca madura, saco beneficiado. A previsão pode virar meta do talhão ou colheita planejada.
07 · crédito
Dinheiro do banco para formar lavoura nova. Carência, prazo, talhões do projeto: as parcelas montam sozinhas. Cada gasto do projeto abate o saldo, separado em implantação e manutenção. Dois saldos: quanto sobra e quanto ainda deve. Onde gastou, quanto tempo dura no ritmo atual, cronograma, extrato, ano a ano até se pagar. Pagamento ao banco: valor ou quantas sacas a que preço, e quais parcelas quita. Banco renegociou, edita a parcela. Tela de capital junta os projetos e diz quantas sacas precisam ser vendidas para pagar as parcelas do ano.
08 · papel de novo
Período, sítio, talhão ou safra. Visão por tipo, talhão, safra ou produção. Gera PDF no celular ou no computador e baixa sozinho.
09 · medo
A cada dois dias o banco gera cópia, sobe no Drive e grava no computador. O argumento para o sogro: o sistema está rodando e o dado não some se a VPS cair.
/// 02 · o truque
A frase que ele fecha o vídeo é o produto: adubação concluída vira despesa daquele talhão; colheita vira estoque; venda vira receita da safra; pagamento ao banco aparece no projeto. Ninguém junta folha para saber como a safra saiu.
raiz
Atividade, gasto, colheita, venda e crédito apontam para o mesmo polígono. Sem talhão o número não tem dono.
ano
Julho a junho já vem preenchido. Quem lança no campo não escolhe “2026” e erra o ciclo.
unidade
Maduro no terreiro, beneficiado no ticket. A constante (80 L, 4 por saco) é configuração, não dogma.
assistente
A pergunta usa o mesmo cálculo da tela. A resposta não alucina porque não inventa: só aponta.
/// 03 · o domínio
/// 04 · a plateia
Coleta da API em 8/11/2026: 30 fios e 28 respostas. O YouTube conta 99. Likes baixos (o fio mais votado tem 10). Conversa de quem assiste canal de programação, com um agrônomo no meio.
10 likes · o comentário que disparou
@Jcl_ohToyota acompanha o canal desde o Harvard. Tem dois anos de backend, viu outro cara começar um jogo de corrida na mesma época em que ele começou o dele, parou porque “não tinha a stack”, e até agora não arrancou os próprios projetos. O dewoibau responde: teve muito auxílio de IA, sempre revisando e testando; hoje a barreira de meses encolheu; a gente aprende fazendo. O vídeo vende o sistema. A plateia mais engajada leu um recado de ritmo.
@Jcl_ohToyota · resposta do autor
o pedido que se repete
@auxilionunes97 pede o repositório (2 likes). @webappdesigner: “Link?”. @PedroAugusto.mp4 quer contribuir se for open source. @marcelo.santos.027: “libera o código”. @viniciusderoma3701: código ou o site. @AugustoEmpreendedorDigital: mostrou o projeto e não vendeu o SaaS. O autor oscila: “vou sim” / “ainda privado” / “só ajeitar algumas coisas” / “por enquanto não” / “será?”. A demanda está no comentário. O produto continua de um cliente.
vários fios · 2 a 5 dias
2 likes · o único do ofício
Pedro (@meunomeeseunomecuzi6489) viu o vídeo por um amigo. Acha intuitivo e útil para agrônomo, técnico agrícola, até veterinário. Oferece informação de outras culturas. O dewoibau: fez para atender um usuário, tem potencial, manda no Gmail. É o único fio que discute o domínio. O resto discute código, SaaS e autoestima.
Pedro · RS · dewoibau@gmail.com
já vendeu um vizinho
@edu_amr fez e vendeu um sistema parecido, com outro miolo: demarca o local, o time vê a tarefa no celular, o dono vê quanto demora e quem está fazendo. Distribuição de serviço, não P&L da safra. O My Seeds é o livro do dono. A outra fatia é a ordem de serviço no chão.
@edu_amr
o risco de uso
@JRMZZN: o ponto crítico é o gestor que não lança. O autor: cada linha saiu do que o sogro pedia, e ele está alimentando. @brunin_si cobra UX de mínimo esforço cognitivo e menos densidade na dobra. @mikaelmendes340 responde: quem já usa sistema se adapta; o pai no comércio do interior lutou para aprender o sistema operacional. O mesmo Mikael descreve o PDV da padaria do pai: Laravel na nuvem perde venda se cair a internet; ele pensa SQLite no caixa, Litestream no backup, FrankenPHP como serviço. Software de sítio e software de padaria esbarram no mesmo fio: o operador e a linha.
@JRMZZN · @brunin_si · @mikaelmendes340
transparência
@Agli.junior: na hora que o dono vê que um monte de saco da colheita sumiu, já era. O autor ri. A frase é o avesso do dashboard: o número que fecha a safra também denuncia o terreiro. Visibilidade é feature e problema político.
@Agli.junior
clonar, hortaliça, Europa
@wsapalas: “vou clonar, nem é minha área”. @gabrielvieira7854 pergunta se dá para hortaliça: “dá sim”. @alemdodinheirooficial está fazendo o equivalente para a roça dele. @brunnoDev mora em zona rural na Europa e propõe sociedade. @gabrielalvarenga1762 não é fazendeiro e tirou insight para os programas do dia a dia. O vídeo funciona como catálogo de padrões (talhão, safra, lançamento único) mais do que como demo de café.
vários fios
origem
@daniellins4268 começou o curso de Harvard no dia em que o dewoibau publicou aquele vídeo, e agora vê o ERP do sítio. O autor agradece. O arco que a plateia consome: de CS50 até o sistema do sogro, com IA no meio do caminho, em um trimestre. Isso explica o fio dos 10 likes melhor do que explica o café.
@daniellins4268
/// 05 · o que fica
O My Seeds é um livro-razão cujo substantivo é o talhão, cujo ano é a safra, e cujo evento de escrita é a tarefa concluída no campo. O resto (despesa, estoque, margem da saca, saldo do crédito, PDF) é consequência. Quem faz Purple Stock, Hora Solar ou qualquer ERP de um ofício já conhece o desenho: a unidade de estoque, o projeto, a etapa. O vídeo mostra o desenho sem enrolação, numa cultura que tem número próprio (80 litros, quatro sacas, litro por pé, julho a junho).
Três escolhas merecem ser copiadas em qualquer sistema de domínio. Primeira: o assistente aponta para a tela que já calcula, então a resposta não inventa número. Segunda: o alarme cruza agenda com o mundo (pulverizar em dia de chuva). Terceira: construir com quem lança. O sogro pediu cada linha; por isso alimenta. O comentário do “gestor ignorante” é o risco padrão de ERP. A resposta do autor é ter escrito o software na mesa de quem vai usar.
A plateia puxa para o outro lado: abrir o GitHub, vender SaaS, aceitar soja e hortaliça, fechar sociedade na Europa. Ele fez para um sítio e deixou o produto fechado. Em seis dias, 32 mil pessoas viram um ERP de um cliente. O gap entre “funciona na fazenda do sogro” e “produto” está inteiro nos comentários. O vídeo deixa esse gap visível.